Situação difícil na Índia agrava os números globais da pandemia mais avassaladora dos últimos 100 anos. Autoridades do 2º país mais populoso do mundo afirmam que a situação está sob controle, apesar das imagens perturbadoras de centros de testes superlotados, hospitais recusando pacientes e piras funerárias ardendo 24 horas por dia na capital Lucknow e em outras cidades importantes, como Varanasi, Kanpur e Allahabad. Em todo o país, foram 330 mil novas infecções nas ultimas 24 horas e os óbitos só aumentam.
A situação mais crítica é em Uttar Pradesh, o estado mais populoso da Índia, com 240 milhões de habitantes. Lar de um em cada seis indianos, se fosse um país separado, seria o quinto maior em população do mundo, atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia — e maior do que o Paquistão e o Brasil.
Uttar Pradesh tem milhares de novas infecções relatadas diariamente e o número de mortes tem se intensificado na ultima semana, embora os números reais sejam considerados muito maiores, e isso colocou a precária infraestrutura de saúde no centro das atenções.
Entre os enfermos estão o ministro-chefe do Estado, Yogi Adityanath, vários de seus colegas de gabinete, dezenas de funcionários do governo e centenas de médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde.
A mídia indiana também questionou os dados do governo, diante dos relatos de incompatibilidade entre o número oficial de mortes e os corpos nos crematórios em Lucknow e Varanasi.
Segundo as autoridades médicas do país, os serviços estão colapsando pelo inchaço do sistema e pelas mortes de profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiras, enfermeiras e técnicos de laboratório estão adoecendo. A linha de frente está sofrendo o impacto da crescente demanda de doentes e das inevitável mortes entre pacientes e colegas de trabalho.

Os críticos, no entanto, culpam o estado e o governo federal por não terem previsto a explosão da doença. Enquanto a Índia lutava com uma devastadora segunda onda do coronavírus, milhões de devotos desceram às margens do rio Ganges, na cidade de Haridwar, para dar um mergulho na água durante o festival Kumbh Mela. O governo está enfrentando fortes críticas por permitir a realização do festival Kumbh Mela em meio a uma pandemia cada vez mais grave.
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