Se tudo que é sólido se desmancha no ar, como apregoou o título do livro de Marshall Berman há 40 anos, imaginem tudo que é liquido
Se tudo que é sólido se desmancha no ar, como apregoou o título do livro de Marshall Berman há 40 anos, imaginem tudo que é liquido e pastoso, malcheiroso e belicoso como o ideário da extrema direita mundial, notadamente a brasileira que mais nos aflige e atinge.
Vou tentar fazer um pequeno e breve exercício de otimismo motivado por um dia de chuva talvez na esperança (vã?) de que tanto terror e iniquidade, tanta má vontade e epilepsia retórica de gente desqualificada encontre o seu final em breve e, em muitos casos, atrás das grades onde muitos boçais terão (ou não) tempo de se arrepender do tanto de ignorância e estupidez que regurgitaram.
A lista desses elementos infelizmente é imensa e nesse otimismo pluvial que hoje me invade não vou nominar ninguém pois os homens e mulheres de boa vontade sabem de cor e salteado de quem falamos. Não só as bestas feras dos primeiros corrimões imundos da república, mas também as suas “penas de aluguel” (que termo antigo) que se jactam de defender a liberdade quando na verdade só a aprisionam e escravizam diante de suas regras sujas.
Toda essa diarreia verbal, esse discurso chulo e de mau gosto difundido pela ignorância ostentação espero e conto os dias para que não seja mais predominante e desça ao plano de cloaca de onde nunca devia ter saído. Livres deles para sempre não estaremos, mas ainda creio, firmemente, que mais do que o sólido, o liquido pustulento se dissipará pelo ar. (Por Ricardo Soares)
VOZ DO PARÁ: Essencial todo dia!