A Rússia e o Ocidente continuam incapazes de superar as tensões
A França pede para que Venezuela e Irã retornem ao mercado de petróleo para impedir aumentos de preços em meio ao conflito na Ucrânia.
“Precisamos que os países produtores produzam mais de forma urgente”, disse a Presidência francesa nesta segunda-feira, à margem da cúpula anual dos líderes do Grupo dos Sete (G7), conforme anunciado pelo jornal local Le Parisien.
De fato, o país insistiu em “diversificar as fontes de abastecimento”, incluindo a República Islâmica do Irã e a Venezuela, ambas vítimas das sanções dos Estados Unidos, especialmente no setor de energia, informou a mídia francesa. O objetivo é conter o aumento dos preços causado em meio à operação militar russa na Ucrânia.
Um alto funcionário da Casa Branca disse ao jornal, sob condição de anonimato, que os chefes de Estado reunidos na cúpula, realizada na Alemanha, estão “muito próximos de um ponto em que decidirão pedir a seus chefes de Estado que suspendam com urgência as sanções ao petróleo russo”.
Depois que Moscou lançou a operação militar em 24 de fevereiro contra a vizinha Ucrânia, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e União Europeia (UE) impuseram sanções à importação de petróleo do país euroasiático, razão pela qual os preços, tanto nos Estados Unidos e na Europa, atingiram seus níveis mais altos em uma década.
De acordo com o portal norte-americano Bloomberg, os fortes embargos de petróleo da Rússia fariam com que o petróleo simplesmente fluísse para outros mercados e, assim, elevasse os preços da gasolina nos EUA.
Da mesma forma, o alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, deixou claro em abril a dependência excessiva do bloco do gás e petróleo da Rússia, embora tenha alertado que pode enfrentar um corte no fornecimento desses hidrocarbonetos.
A Rússia e o Ocidente continuam incapazes de superar as tensões, razão pela qual os países ocidentais impuseram uma série de sanções a autoridades, empresas e setores econômicos russos, medidas que não funcionam contra Moscou, segundo vários especialistas políticos.