A operação Guaraci, deflagrada para combater mineração ilegal na área da linha de transmissão de energia elétrica vinda da Usina Belo Monte no Pará, apreendeu maquinários e prendeu em flagrante suspeitos que estavam nas áreas de extração irregular de ouro e manganês.
O material apreendido, que inclui retroescavadeiras, motores e esteiras, foi destruído nos locais da apreensão. A Polícia Federal explodiu um dos motores usados na mineração (veja a foto abaixo).

“Na ação integrada, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos locais de degradação ambiental, foram realizadas prisões em flagrante delito, apreensões de minério e inutilização de equipamentos utilizados como instrumentos de crime”, afirmou a delegada Adriele Maiorka, chefe do departamento da PF em Marabá , sudeste do Pará.
A quantidade exata de material apreendido e como cada um foi inutilizado, assim como quantos presos e a identidade deles não foi informado pela PF. Segundo a Polícia Federal, a atividade irregular ameaçava o fornecimento de energia no país, pois usava a área de segurança das torres de transmissão, cerca de 50 metros em volta de cada estrutura, como local de mineração. Isso colocava a segurança das torres e de roda rede em risco.

Essa extração ilegal ocorre sob a Linha de Transmissão Xingu/Estreito, que além do Pará, passa também por Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Não foi informada a área total atingida, quantos garimpos localizados nem há quanto tempo funcionavam.
Mais de 30 viaturas e três helicópteros são usados para chegar aos locais na ação que envolve ao menos 120 agentes federais da PF, Agência Nacional de Mineração (ANM), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Conselho Nacional da Amazônia Legal .

A investigação segue em andamento. Os envolvidos podem pegar de seis a um ano de prisão e pagar multa por extração ilegal, descumprimento da legislação ambiental e crimes contra ordem econômica.
Fonte: G1