O caos que se instalou na França devido à paralisação das refinarias continua e, embora metade dos postos de gasolina sofra desabastecimento, o governo luta para manter o serviço.
Há duas semanas, os postos de gasolina na França enfrentam crise de desabastecimento. A gasolina está esgotada no país devido a uma greve de trabalhadores das grandes petrolíferas Total Energies e Exxon Mobil em seis das sete refinarias, para exigir melhores salários.
O desabastecimento já atinge 44% dos postos e deixa o governo desesperado, pois relembra o início da crise dos coletes amarelos, movimento que começou em 2018, com Emmanuel Macron chegando ao poder recentemente, em protesto contra o aumento nos preços dos combustíveis e a perda de poder de compra.
French en masse against Macron, Ursula von der Leyen, EU, NATO, sanctions on Russia and increases in gas and energy prices. The majority of Europeans oppose Ursula von der Leyen's dictatorship. The EU must be dissolved. pic.twitter.com/KsmvbniYZq
— RadioGenova (@RadioGenova) October 8, 2022
Para tentar contornar a situação, o governo francês lançou na quarta-feira uma primeira convocação de pessoal de uma distribuidora de combustível, dada a manutenção da greve que provoca desabastecimento nos postos de gasolina e a indignação dos consumidores.
Trata-se de uma medida excepcional, que obriga os grevistas a trabalhar sob a ameaça de sanções penais. No entanto, apesar dos pedidos de cancelamento e das ameaças de intervenção do governo, os trabalhadores decidiram mantê-los.
Quase um terço dos postos de gasolina ficaram sem combustível na França na noite de terça-feira (horário local) e, naqueles que ainda tinham gasolina ou diesel, os motoristas têm paciência e às vezes lutam muito em filas de várias horas para reabastecer.
Não só a França, mas vários países europeus sofrem protestos contra o custo de vida. Essas manifestações foram realizadas, enquanto dias atrás a União Européia (UE) aprovou o oitavo pacote de sanções contra a Rússia por sua operação militar na Ucrânia. Em reação, Moscou começou a cortar o fluxo de gás em junho, o que implicou um alto custo para os cidadãos europeus e danos significativos à economia dos países do velho continente.